Fundos de Private Equity no Brasil: há capital em abundância para investimentos, mas faltam bons projetos

Fundos de Private Equity no Brasil ha capital em abundancia para investimentos mas faltam bons projetos sem bordaA realidade mostra, porém, que os aportes de capital em empresas têm ocorrido a “conta-gotas”, pois faltam empresas com o perfil adequado às filosofias de investimento destes Fundos. Muitos empresários se perguntam “onde é que está esse dinheiro todo?!?!”. Convivemos, portanto, com a situação um tanto paradoxal de abundância de capital (nos Fundos) e falta de capital (em inúmeras empresas) ao mesmo tempo.

As altas expectativas de retorno para os investidores, aliadas à aversão a riscos delimitada por políticas de investimento, tornam o filtro de seleção dos fundos bastante exigente. Dentre os principais requisitos de qualificação para que uma empresa possa chegar a um acordo com um fundo de investimento, podemos destacar:

– Vantagens competitivas distintas: uma empresa com vantagens competitivas é capaz de defender margens de lucratividade e de crescer mais rapidamente que a concorrência. Algumas vantagens possíveis são diferenciação por preço, vantagens em custo ou qualidade do produto, um predomínio em determinado nicho, Market Share dominante, proteção por patentes, ou estar consolidado em um setor com altas barreiras de entrada.

– Altas perspectivas de crescimento do segmento: uma empresa com vantagens competitivas atuando em uma indústria com grandes perspectivas de crescimento tem melhores chances de sucesso do que se atuar em uma outra com expansão limitada. Sendo assim, estar num setor que o mercado considera promissor no momento é um fator de alta relevância dentro do critério de seleção dos fundos.

– Planejamento estratégico: as possibilidades de expansão de uma empresa podem incluir crescimento tanto orgânico (novas linhas de produto, novas fábricas etc.) quanto inorgânico (aquisições). Em ambos os casos, um planejamento detalhado com desdobramentos em planos de ação são instrumentos gerenciais críticos para alinhamento com potenciais investidores.

– Nível de endividamento: sempre um ponto crítico na negociação, pode ser um dos usos do capital injetado por um fundo, dependendo do contexto de geração de valor do projeto. Existem ainda, alguns fundos que têm um perfil de turnaround e adquirem participações em empresas com dificuldades visando uma restruturação como meio de geração de valor.

– Governança: Cada vez mais os investidores buscam empresas com políticas de governança bem definidas. A presença de elementos como um código de ética, prestação de contas e processos formalizados são indicadores de governança que os fundos veem com bons olhos.

– Alternativas de saída: Um dos critérios mais importantes para um Fundo em seu processo de seleção é a visualização clara de uma estratégia de saída.  Como os fundos têm prazos para o desinvestimento, é necessário que tenham este passo planejado mesmo antes da entrada. Desta maneira, o empresário que deseja receber um investimento deste gênero precisa ter em mente a busca por um crescimento orientado para a atratividade do negócio no mercado de fusões e aquisições.

O contexto político-econômico do Brasil é muito desafiador, mas por outro lado os investidores estão ativamente procurando determinar qual é o viés de oportunidade desta crise. Para que uma empresa consiga atrair o interesse deste seleto grupo de investidores, preparação é a palavra-chave. A Invistia possui todo o conhecimento necessário para que a sua empresa esteja muito bem preparada para a possibilidade de tornar-se sócio de um Fundo de Private Equity. Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos através do e-mail invistia@invistia.com.br

 

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