Negócios em Família: como realizar uma transição?

Negocios em Familia como realizar uma transicao sem bordaA sabedoria popular diz que “Pai rico, filho nobre, neto pobre”, o que parece refletir os diversos desafios enfrentados pelas Empresas Familiares para realizar transições de geração que garantam a continuidade de sucesso nos negócios. Muitos dos clientes da Invistia são Empresas Familiares, temos genuíno respeito e admiração pela história destes verdadeiros empreendedores do mercado brasileiro e muito orgulho de podermos contribuir e participar na construção de futuros sucessos.

Separando assuntos de Familia dos assuntos da Empresa

Papéis sociais e vínculos emocionais frequentemente se misturam aos aspectos profissionais. Sensibilidade, bom senso e uma boa dose de paciência são pré-requisitos para gestores envolvidos nestas situações. Momentos de transição são, particularmente, mais propícios à geração de desacordos e insatisfações pois fatores financeiros, sociais, emocionais, entre outros, são impactados e colocados em jogo simultaneamente.

Percebemos um número cada vez maior de empresas familiares adotando sistemas de gestão mais profissionalizados, e tornando transparentes e separadas de assuntos familiares todas as atividades necessárias para que a empresa seja administrada dentro de padrões contábeis e financeiros cada vez mais exigentes. Para empresas que vislumbrem perpetuidade e sucesso continuado, a atenção à qualidade de seus sistemas administrativos é um pré-requisito imperativo. Além dos benefícios naturais para o negócio, tal controle evita que problemas estruturais do negócio interfiram nas discussões de interesses familiares. Assim, uma empresa focada em competitividade e em satisfação dos clientes proporcionará muito mais condições favoráveis para uma transição tranquila do que em uma situação oposta.

Outro aspecto a ser equacionado é o alinhamento entre as funções ocupadas por membros da família e os requisitos de perfil e capacitação de cada uma delas. Uma pessoa que ocupe uma responsabilidade puramente por motivações familiares irá prejudicar o desempenho do negócio, e gerar insatisfações entre os funcionários da empresa por não haver o exercício da meritocracia. Assim, uma pessoa pode ser acionista da empresa porém não ser adequada para desempenhar determinados papéis. São temas em geral delicados e muitas vezes erroneamente tolerados, para prejuízo geral. A empresa necessita de um fórum adequado para tratamento destes e de outros dilemas, e muitas vezes um Conselho, ou Comitês Representativos, são bons modos para se endereçarem estas questões.

Planejamento, Cronograma e Pontos de Decisão

O Planejamento a longo prazo é um elemento fundamental para uma transição de sucesso. Em geral, empresas familiares de grande porte utilizam-se de ciclos de planejamento rotineiramente com êxito. O exercício de cenários futuros e, mais concretamente, a execução de cronogramas e pontos de decisão, servem essencialmente como ferramentas de alinhamento de expectativas. As diferentes perspectivas e interesses vão sendo considerados e incorporados iterativamente de modo a convergirem em objetivos comuns. Isto também permite uma gradual elaboração e implementação de uma linha de sucessão sem que haja surpresas ou despreparo por parte dos sucessores. Obviamente nem tudo o que se planeja realmente ocorre, mas o mais relevante é que exista uma linha mestra e uma transparência de processo reconhecida pela organização.

Capacitação Executiva e Operacional de Sucessores

A inclusão de membros na família na empresa deve estar alinhada com o Planejamento a longo prazo, pois deve contemplar, a nível individual, o desenvolvimento de competências e habilidades destas pessoas tanto a nível operacional quanto executivo, propiciando vivências diversificadas de modo que cada potencial sucessor esteja não somente qualificado profissionalmente, mas também reconhecido internamente pela equipe como alguém que de fato agrega valor ao negócio por suas próprias qualidades.

Venda ou Entrada de Investidores

Um processo de transição pode eventualmente levar a família a decidir-se por vender o negócio. Pode ser que não haja candidatos sucessores capacitados ou motivados a assumirem os papéis executivos do negócio, a família pode não ter chegado a um consenso, ou ter chegado mesmo a um conflito. É possível também que se decida pela venda parcial do negócio, objetivando injeção de capital e/ou de sócios trazendo elementos externos considerados relevantes ao futuro da empresa. Nestas possibilidades, mais uma vez a questão de qualidade da gestão se torna crucial pois um novo entrante certamente irá assegurar-se, através de um processo de diligência, de que a empresa possui controle administrativos nas questões financeira, fiscais, trabalhistas, tributária e corporativa.

Neste artigo procuramos elucidar alguns pontos que julgamos importantes ao tema. Sabemos que “na prática a teoria é outra” e não buscamos aqui de modo algum definir “fórmulas para o sucesso”. Várias transições familiares foram e continuarão sendo bem sucedidas das mais diversas formas, algumas de modo mais turbulento, outras um pouco menos… em caso de dúvidas não hesite em nos contatar, estamos à disposição!

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